Os profissionais da educação da rede municipal ontem, fizeram uma passeata da Semed até a prefeitura, com cartazes de Procura-se o prefeito da Cidade de São Gonçalo, protestaram contra o descaso com a educação pública do município, ficaram reunidos em frente as escadarias da prefeitura até alcançarem seu objetivo: uma audiência com o prefeito Neilton Mulim, que marcou a audiência para o dia 22 de maio.
Hoje a categoria se reune às 16 horas para nova assembleia no C.M.Castello Branco, onde decidirão o rumo do movimento. Veja abaixo as fotos da passeata:
Hoje, uma Comissão dos profissionais da educação da rede municipal, foram à Alerj fazer a entrega do dossiê protocolado no MP para os deputados estaduais e federais com as denúncias que foram encaminhadas a Promotoria de Educação do MP de São Gonçalo. Veja as fotos do profissionais na Plenária da Alerj acompanhando a sessão.
Ação Nova Escola para Aposentados da Educação: Sepe convoca aposentados para assembleia específica no dia 21 de maio
O Sepe convoca os aposentados filiados ao sindicato e que entregaram os documentos para a execução judical da Gratificação do Nova Escola para a assembleia específica de aposentados, que será realizada no dia 21 de maio, no Clube Municipal (Rua Haddock Lobo, 359 - Tijuca), às 10h. Nesta assembleia, os aposentados que aguardam o pagamento das gratificações do Nova Escola deverão assinar um termo de concordância para que a correção dos referidos valores a serem pagos seja feita com base nos índices apresentados pela Procuradoria Geral do Estado. O Sepe tem se reunido com as autoridades estaduais com o objetivo de agilizar o pagamento da ação judicial que reconhece o direito deste segmento da categoria ao recebimento das gratificações do extinto programa Nova Escola.
Greve do magistério em São Gonçalo atinge o 34º dia
Sem acordo sobre o reajuste, professores mantêm paralisação por tempo indeterminado
HENRIQUE MORAES
Rio - Mais de 60 mil alunos da rede municipal de São Gonçalo completam hoje 34 dias sem aula devido à greve dos professores que decidiram nesta terça-feira, em assembleia, manter a paralisação iniciada em 26 de março. Desde o início do ano letivo, em 10 de fevereiro, os estudantes tiveram apenas 29 dias de aula.
Destes, cerca de 15 mil não tiveram nenhuma aula em algumas matérias, segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro — Núcleo São Gonçalo (Sepe-SG), devido à falta de professores. O próprio sindicato diz que há risco desses alunos perderem o ano ou terem que estudar no período de férias, após o fim da greve.
Em nova assembleia, professores de São Gonçalo decidiram, por unanimidade, não aceitar a proposta da prefeitura e mantiveram a greve
Foto: Estefan Radovicz / Agência O Dia
A categoria reivindica reajuste de 30%, rejeitando a proposta de 7% da prefeitura, a partir de maio, e mais 5% em novembro. Diretor do Sepe-SG, José Ricardo Vidal diz que o piso salarial inicial de R$ 764,55 é um dos menores do estado. “O prefeito Neilton Mulim prometeu 66% de reajuste quando assumisse o governo. Disse que tinha um estudo técnico e poderia dar o aumento.
Porém, ao assumir, nos deu apenas 12% ano passado”, afirma Vidal, apontando que o governo federal, por meio do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), repassa R$ 130 milhões ao ano para o município arcar com o setor. Ele explica que os 30% de reajuste são dados referentes a arrecadação do município, de acordo com o do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos sindical brasileiro (Dieese).
O aluno Pablo e o pai, Paulo Roberto Faria, participam da assembleia
Foto: Estefan Radovicz / Agência O Dia
Prefeito diz ser impossível aumento de 30%
O prefeito Neilton Mulim disse que, por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal e do orçamento do município, não é possível conceder um aumento de 30%. “Este é o terceiro reajuste concedido em apenas um ano e quatro meses de governo.
Ao todo, a categoria terá um reajuste salarial de 19%. Este é maior percentual dos últimos oito anos, quando os professores receberam apenas 15,7% de reajuste”, diz Mulim, sem comentar a promessa de campanha e a verba do Fundeb. A categoria também cobrou a votação na Câmara Municipal da mensagem do Executivo para eleições diretas de diretores de escolas. A proposta foi enviada na segunda-feira e os educadores esperam celeridade dos parlamentares para alterar o artigo 175 da Lei Orgânica do Município.
Pais e filhos preocupados
Pablo Roberto Fernandes de Almeida, de 15 anos, aluno do 9º ano do Ensino Fundamental do Ciep Armando Leão Ferreira, no Engenho Pequeno, receia não terminar o ano letivo. Antes mesmo do início da greve, ele vinha tendo apenas três matérias, devido à falta de professores na escola. “Dizem que eles vão chegar, mas até hoje nada. Com a greve, não sei como vai ser”, reclama.
Pai de Pablo, o funcionário público Paulo Roberto Faria, de 54, esteve na assembleia apoiando o movimento. “Estou preocupado com meu filho, mas apoio o movimento porque não há como ter um profissional de ensino de qualidade ganhando R$ 764 por mês. Cadê o prefeito que até hoje não fez uma proposta decente a categoria?”, questiona Faria.
Tatiane Ferreira de Souza, de 28, professora do Jardim de Infância Menino Jesus, no Zé Garoto, reclama que desde setembro de 2013 seu salário deveria ser de R$ 1.011. Porém, foi de R$ 764, 55 até março. “Tenho graduação e ganhava como se eu tivesse apenas Ensino Médio”, diz.
Erika Peixoto, de 44, professora da Creche Municipal Formando Vidas, no Mutuapira, conta com o marido para pagar as contas. “Há professoras que já foram despejadas por não pagar aluguel”, informa.
Hoje, os profissionais da educação da rede municipal de São Gonçalo reunidos em assembleia no C.M.Castello Branco, decidiram pela Continuidade da Greve com as seguintes atividades:
28/04 - Ato público às 10 horas- Passeata com concentração em frente ao Ministério Público em direção à prefeitura municipal.
29/04- Assembleia às 16 horas no C.M.Castello Branco, com indicativo de passeata até a Câmara Municipal de São Gonçalo.
Ontem, 15/04, os profissionais da educação da rede municipal se reuniram para protestar pelo descaso com a Educação pública do município de São Gonçalo, os profissionais seguravam um copo com vela simbolizando o Velório e
Foi encaminhada hoje para a Câmara de Vereadores mensagem para eleição de diretores nas escolas, não sabemos se a votação será hoje, mas a direção do Sepe-SG, está acompanhando neste momento toda a movimentação.
Informamos que amanhã 09/04, conforme notificação da Ampla a rede elétrica será interrompida temporariamente para realização de manutenção das 06: 00 até 15:48h, portanto ficaremos sem energia elétrica na sede do Sepe/SG.
Em assembleia da rede municipal, realizada hoje, 08/04, no C.M.Castello Branco, a categoria votou por unanimidade pela Continuidade da Greve, com as seguintes atividades:
09/04- às13 horas, concentração na Prefeitura junto com os profissionais da saúde;
10/04-Corridas às escolas e mobilização pelas redes sociais, telefone, etc...
11/04-Corridas às escolas e mobilização pelas rede sociais, telefone, etc...
14/04-Corridas às escolas e mobilização pelas rede socias, telefone, etc...
15/04-Concentração na prefeitura comVelório e Malhação do Judas e aos gabinetes dos Vereadores
16/04-Acampamento de 10 às 17h para panfletagem e assinatura de apoio.
Passeata realizada pelos profissionais da educação do município de São Gonçalo que estão em greve desde 25/03 por melhores sálarios e condições nas escolas públicas da rede municipal de São Gonçalo. A passeata aconteceu ontem, dia 01/04 e reuniu um grande número de profissionais da educação da rede municipal que se concentraram em frente ao Ministério Público ao lado do Fórum Novo e caminharam em direção à Prefeitura Municipal de São Gonçalo onde permaneceram até que a Comissão de Negociações fosse recebida.
Hoje está acontecendo nova assembleia às 16h no C.M.Castello Branco onde será decidido o rumo do movimento, a pauta de reivindicações dos profissionais é a seguinte: índice de reajuste de 30% (reposição da inflação desse ano + percentual de perdas do governo passado + ganho real); Eleição de diretores no 1º semestre; 1/3 da carga horária para planejamento para todos os segmentos; Revogação das 16h para Doc I; Chamada de todos os concursados e abertura imediata de concurso para todas as áreas; dobra calculada sobre o salário total e sem desconto do IPASG; fim do desconto do IPASG sobre a dobra; vale-transporte integral; 30 horas para os auxiliares de creche; Acerto da tabela dos auxiliares de creche da rede municipal; Abono qualificação valendo para as 2 matrículas; Exigência de BIM somente após 3 atestados médicos; Limite de alunos em salas de aulas e creches; Garantia dos PPPs; Materiais didáticos para todas as escolas ; Climatização das escolas e Melhores condições de trabalho.
Em assembleia histórica com mais de 500 profissionais de educação a rede municipal de educação de São Gonçalo decretou greve a partir de hoje. A próxima assembleia será no dia 02 de abril, às 16 horas no Colégio Municipal Castello Branco e no dia 01 de abril Passeata com concentração, às 10h, no Ministério Público ao lado do Fórum Novo. Os profissionais da educação após a assembleia seguiram em passeata até a prefeitura para protestar contra a falta de resposta do prefeito.
A rede municipal de educação do município de São Gonçalo está realizando desde a semana passada uma redução da carga horária em cada turno (meia-paralisação), em protesto contra os baixos salários e pelo descaso do prefeito Neilton Mulim (PR) com a negociação com a categoria. Hoje (dia 24), o Sepe organizou uma vigília (foto) em frente à prefeitura e reivindicou ser atendido pelo prefeito, que se recusou. Mulin mandou em seu lugar a secretária de governo, Elaine Mulin, sua irmã.
A secretária não informou nada de novo. A categoria exige 30% de reajuste salarial, mas o prefeito oferece apenas 7%. Os profissionais de educação exigem, também, eleição para diretor de escola e o acerto da tabela das auxiliares de creche.
Nesta terça, às 16h, ocorrerá nova assembleia, no Colégio Municipal Castelo Branco. A categoria poderá entrar em greve, caso o prefeito não atenda às reivindicações.
A situação das 120 escolas e creches municipais de São Gonçalo é muito ruim. Devido aos baixos salários, há uma grande evasão de professores. Segundo o sindicato, faltam, em média, cinco professores por escola. E mesmo a convocação de novos profissionais não está adiantando, já que a maioria dos aprovados em concurso não comparece – na última chamada deste ano, a prefeitura convocou 50 novos professores aprovados no concurso, mas apenas 12 compareceram.
O piso do professor é de R$ 770 e de um salário mínimo para o funcionário administrativo.
Os auxiliares de creche da rede municipal de São Gonçalo, ocuparam hoje a Secretaria de Educação Municipal em protesto por melhores salários e condições de trabalho. A categoria foi recebida pela Secretária de Educação, Sra.Regina Santos.